domingo, 22 de janeiro de 2017

Livretos e revistas

Mais um lote que recebi de contribuição para compartilhar com os leitores do blog.











30 projetos com LED

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Transistores especiais podem funcionar anos sem bateria


"Se formos usar a energia de uma pilha AA típica com base neste projeto, ela poderia durar por um bilhão de anos," escrevem os dois engenheiros em seu artigo.



Transístor de baixo consumo

Um novo design de transistores que operam com energia reciclada do seu próprio funcionamento pode se tornar o elemento fundamental de aparelhos que funcionem por meses, ou até anos, sem baterias, e que poderiam ser usados para eletrônicos portáveis, de vestir, implantáveis ou para a Internet das Coisas.

Conforme cada transístor capturar do ambiente uma parte da energia que precisa para funcionar, o aparelho como um todo tem uma redução drástica no consumo de energia. Usando um princípio semelhante a um computador em modo suspenso, o novo transístor funciona usando um pequeno "vazamento" de corrente elétrica, conhecido como "corrente de estado próximo do desligamento", que hoje se transforma em calor.

Esse vazamento, como a água pingando de uma torneira com defeito, é uma característica de todos os transistores, onde também é visto como um defeito - esta é a primeira vez que ele foi efetivamente capturado e usado funcionalmente. Essa reciclagem de energia abre novas possibilidades para o projeto de aparelhos para a Internet das Coisas, como sensores pequenos demais para acomodar baterias grandes.

Aproveitando a barreira Schottky

Os novos transistores recicladores de corrente de fuga podem ser produzidos a baixas temperaturas por impressão, usando praticamente qualquer material como base, de vidro e plástico até poliéster e papel. Eles são baseados em uma arquitetura que tira proveito de uma característica não desejável para o projeto usual dos transistores, um ponto de contato entre o metal e o semicondutor de um transístor conhecido como "barreira Schottky".

"Nós estamos desafiando a percepção convencional de como um transístor deve ser", disse o professor Arokia Nathan, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "Nós descobrimos que essas barreiras Schottky, que a maioria dos engenheiros tenta evitar, na verdade têm as características ideais para o tipo de aplicações de energia ultrabaixa que estamos visando, como os eletrônicos de vestir ou implantáveis para monitoramento da saúde," concluiu.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Antenna Book

Mais dois livros achados na internet.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pista quântica inclinada deixa qubit acelerar sem derrapar


A forma da frente de onda dos pulsos de laser é responsável pela aceleração da dinâmica das partículas quânticas, ou qubits.


Corrida quântica

O que têm os futurísticos computadores quânticos a ver com uma pista de corrida? Difícil dizer, mas a analogia pode ser útil. Inspirados em pistas de corrida como Indianápolis e Daytona, físicos descobriram uma nova forma de controlar os bits dos computadores quânticos, que são muito propensos a derrapar e sair da pista - ou, em outros termos, a sofrer interferências e perder os dados.

As pistas ovais possuem uma inclinação lateral - de até 30º - para permitir que os carros corram mais rápido. É mecânica newtoniana básica: a inclinação da pista para o interior permite que a força normal proporcionada pelo pavimento cancele a aceleração centrífuga do carro, ou sua tendência para deslizar para o lado externo da curva. Quanto maior a velocidade que se deseja atingir, maior deve ser o ângulo de inclinação da pista. "A dinâmica das partículas quânticas se comporta de forma análoga. Embora as equações do movimento sejam diferentes, para mudar com precisão o estado de uma partícula quântica em alta velocidade você precisa projetar a pista adequada para transmitir as forças certas," explicou o professor Aashish Clerk, líder de uma equipe dos EUA e da Alemanha que usou esse conhecimento para facilitar a vida dos projetistas dos computadores quânticos.

Eles idealizaram uma técnica para permitir uma dinâmica quântica mais rápida absorvendo as acelerações prejudiciais sentidas pela partícula quântica. Essas acelerações, a menos que sejam compensadas, podem desviar a partícula de sua trajetória no espaço do estado quântico, de forma similar a que a aceleração centrífuga deflete o carro de corrida de sua trajetória na pista.

Pista inclinada para qubits

Para construir essa pista quântica inclinada, a equipe usou pulsos de laser com formatos - a "frente da onda" - cuidadosamente ajustados e confirmou que o aparato consegue dirigir com precisão a trajetória dos elétrons envolvidos em um dos qubits mais promissores para a computação quântica: as vacâncias de nitrogênio, isoladas no interior de nanodiamantes.

"Nós demonstramos que esses novos protocolos podem alternar o estado de um bit quântico, de desligado para ligado, 300% mais rápido do que os métodos convencionais," confirmou o professor David Awschalom, cuja equipe recentemente construiu um qubit geométrico imune a interferências externas. "Aproveitar cada nanossegundo do tempo de operação é essencial para reduzir o impacto da decoerência quântica," acrescentou Awschalom, referindo-se ao fenômeno de perda do dado do qubit. "O que é promissor para transferir essas técnicas para fora do laboratório é que elas são efetivas mesmo quando o sistema não está perfeitamente isolado," acrescentou outro membro da equipe, Guido Burkard.