sábado, 25 de março de 2017

Interruptor molecular mecânico e elétrico






Nanochave

Uma equipe da Alemanha e da Suíça projetou e sintetizou um interruptor molecular que não apenas permanece estável depois de posto em uma posição - ligado ou desligado -, mas que também pode ser acionado qualquer número de vezes, um feito em se tratando de mexer com moléculas individuais.

Como transistores funcionam essencialmente como chaves, a equipe acredita que, no futuro, a nanochave poderá se tornar um componente-chave da eletrônica molecular, que permitirá uma miniaturização em um nível inalcançável pelos componentes semicondutores tradicionais. Como a nanochave pode ser ligada e desligada tanto mecânica quanto eletrostaticamente, ela poderá ser útil também em outros mecanismos, como os NEMS (sistemas nanoeletromecânicos).

Interruptor mecânico e elétrico

A equipe compara a chave molecular com uma espaçonave parecida com o robô Philae, que recentemente pousou de forma um tanto desajeitada em um cometa. Os três "pés" têm grupos de ancoragem que formam ligações firmes com a superfície - neste caso um substrato de ouro. Um grupo nitrilo - o corpo do robô - aponta para o espaço, portanto sem qualquer conexão com o solo. Um segundo eletrodo, na verdade a ponta de um microscópio de tunelamento, é usado para se conectar ao interruptor e ligá-lo ou desligá-lo, fazendo com que a corrente elétrica flua ou não através da molécula.

O momento dipolo elétrico do grupo nitrilo torna possível que a nanochave, além de acionamento mecânico pela ponta do microscópio, seja ligada e desligada por meio de um campo elétrico aplicado entre os dois eletrodos. A precisão do microscópio de tunelamento tornou possível pela primeira medir o valor de condutância em uma molécula tão complexa, em cada posição acima do grupo nitrilo. Isso exigiu uma precisão no movimento da ponta do microscópio na faixa dos picômetros - 10-12 metros, ou um milésimo de nanômetro.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Aniversário do blog

Quero aproveitar essa data e mais uma vez agradecer a todos os leitores pelas visitas e contribuições, ainda tem muita gente que não conhece meu blog e mesmo completando 8 anos de existência esse mês sinto que tem muita coisa a se fazer, por isso estou pensando na possibilidade de voltar ao Facebook para continuar o trabalho de divulgação do blog.

Infelizmente ainda estou com o problema de acesso ao Mediafire que não consegui resolver por isso vou tentar colocar as edições que tenho no 4shared até que o problema do Mediafire seja resolvido.

Também não vou poder continuar a digitalização por enquanto pois meu outro pc deu problema, pra variar, por isso continuo trabalhando no meu canal no Youtube, mas qualquer dúvida ou problema é só deixar um comentário aqui no blog, no Youtube ou pelo e-mail que está no blog.


domingo, 19 de março de 2017

Potência

A potência consumida por um aparelho receptor é diretamente proporcional ao produto da tensão aplicada a seus terminais, pela intensidade de corrente que por ele circula.



Interruptor de DNA liga e desliga a luz dentro de uma molécula


Uma molécula chamada antraquinona permite controlar o fluxo elétrico das moléculas de DNA, transformando-as em interruptores.



DNA elétrico

Está pronta a primeira chave de DNA totalmente controlável, capaz de ligar e desligar o fluxo de eletricidade dentro de uma única molécula. "É bem sabido que o transporte de cargas é possível no DNA, mas, para fazer um dispositivo útil, deve ser possível ligar e desligar o transporte de carga. Nós atingimos esse objetivo modificando quimicamente o DNA," disse o professor Nongjian Tao, da Universidade

"E não foi só isso, nós também podemos adaptar o DNA modificado como uma ponta de prova para medir reações ao nível de moléculas individuais. Isso fornece uma maneira única para o estudo de reações importantes envolvidas em doenças, ou reações de fotossíntese para novas aplicações de energia renovável," completou.

Interruptor elétrico de DNA

O interruptor elétrico de DNA foi construído modificando apenas uma das letras do DNA - adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C) - com outro grupo químico, chamado antraquinona (Aq).

A antraquinona é uma molécula com uma estrutura de três anéis de carbono que pode ser inserida entre dois pares de base. Ela contém também o que os químicos chamam de grupo redox - uma referência a "redução", ou ganho de elétrons, e "oxidação", ou perda de elétrons. Com isto, a hélice modificada DNA-Aq pode deslizar livremente entre os degraus que compõem a escada da hélice dupla do DNA, dando-lhe uma nova capacidade de ganhar ou perder elétrons de forma reversiva.

Biocomputadores

A equipe pretende agora trabalhar rumo ao uso do interruptor de DNA para criar nanodispositivos. "Nós estamos particularmente entusiasmados porque o DNA modificado fornece uma ferramenta ótima para examinar a cinética de reações redox e a termodinâmica ao nível de moléculas individuais," disse Tao.

E oferece também uma peça adicional para os circuitos lógicos e os computadores de DNA, capazes de identificar doenças.

sábado, 18 de março de 2017

Variação da resistencia com a temperatura

A resistência de um condutor varia conforme a temperatura a que esteja submetido. Estas variações de temperatura ficam determinadas por um coeficiente de temperatura que depende da natureza do material.







Coeficiente de Temperatura de alguns Materiais

Alumínio - 0,0039
Bronze fosforoso - 0,002
Carvão - 0,0005
Chumbo - 0,0037
Cobre - 0,00382
Estanho - 0,0042
Ferro - 0,0052
Latão - 0,002
Mercúrio - 0,00089
Nicromo - 0,00013
Níquel - 0,0047
Ouro - 0,0034
Prata - 0,0038
Platina - 0,0025
Tungstênio - 0,0041
Zinco - 0,0038

sexta-feira, 17 de março de 2017

Resistência de um condutor

A resistência de um fio condutor depende de seu comprimento, de sua seção e da natureza do condutor.






Resistividade de alguns Materiais

Alumínio - 0,0292
Bronze - 0,067
Bronze fosforoso - 0,094
Cádmio - 0,076
Carvão - 50
Chumbo - 0,22
Cobalto - 0,096
Cobre puro - 0,0162
Cobre duro - 0,0178
Cobre recozido - 0,0172
Estanho - 0,115
Grafite - 13
Ferro puro - 0,096
Ferro em fios - 0,132
Latão - 0,067
Níquel - 0,087
Ouro - 0,024
Prata - 0,0158
Platina - 0,106
Tungstênio - 0,055
Zinco - 0,056

terça-feira, 14 de março de 2017

Chips de grafeno são fabricados em meio líquido


A microfábrica produz chips de grafeno de alto desempenho.



Processo microfluídico

Uma nova técnica para produzir circuitos integrados pode não apenas dar versatilidade à fabricação dos circuitos integrados, mas também permitir a construção de chips melhores usando materiais ainda não totalmente aproveitados pela indústria eletrônica. Além disso, a técnica tem tudo para ser muito barata porque se baseia na tecnologia da microfluídica, a mesma usada para fabricar os biochips.

Os canais minúsculos de um chip microfluídico são usados para controlar o fluxo e a direção de quantidades ínfimas de líquido, normalmente para realizar exames biomédicos. O que Benjamin Hogan e seus colegas fizeram foi diluir flocos de óxido de grafeno no fluido, o que permitiu aplicar o material em locais e quantidades precisas. Embora os flocos de óxidos de óxido de grafeno sejam basicamente bidimensionais - consistindo apenas em comprimento e largura - a equipe usou um sistema sofisticado baseado em luz para dirigir a montagem das estruturas depositadas pelos microcanais, o que permitiu construir chips tridimensionais.

Optoeletrônica

Depois de verificar que sua técnica de fabricação produz chips funcionais, a equipe decidiu publicar o projeto detalhado de sua microfábrica para que outras equipes explorem a técnica para fabricar seus próprios processadores. A expectativa é que a fabricação microfluídica possa dar um novo impulso à produção de materiais optoeletrônicos - componentes que produzem, detectam e controlam a luz - que são vitais para a próxima geração de tecnologias não apenas de computação, mas também de energias renováveis.

"Esperamos que este avanço conduza a uma revolução no desenvolvimento de novos materiais vitais para a eletrônica computacional. O trabalho fornece uma plataforma sólida para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos de próxima geração. Além disso, os materiais e os métodos usados são extremamente promissores para uma ampla gama de outras aplicações potenciais além dos dispositivos atuais," disse a professora Anna Baldycheva, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.