domingo, 27 de novembro de 2016

Revistas

Substitui algumas edições que estavam faltando páginas, a edição 231 da Monitor de Rádio e TV eu fiz um pequeno acerto em algumas páginas que estavam fora de ordem e retirei uma página duplicada.

Recebi mais duas edições da Aprendendo e Praticando Eletrônica, agora só falta a edição 73 para completar a coleção, quem tiver essa edição e quiser contribuir é só entrar em contato pelo e-mail que está no blog.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Brasileiros avançam em células solares inovadoras


A incorporação de nióbio deu novo impulso às células solares brasileiras.


Células solares de perovskita

Há poucos meses, pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentaram os primeiros protótipos de células solares de perovskitas feitas no Brasil, um dos materiais mais promissores e mais pesquisados atualmente em todo o mundo. Agora foi a vez de uma equipe da UNESP (Universidade Estadual Paulista) dar um passo adicional, alcançando uma eficiência de 15% na conversão de energia solar em eletricidade.

Atualmente, as células solares mais comuns são feitas de silício, que apresentam uma eficiência de conversão de energia na faixa de 20%. Mas elas parecem ter chegado ao limite porque, nos últimos 15 anos, não foram observados progressos com as células de silício e sua eficiência permanece estagnada.

Perovskita com nióbio

A nova tecnologia fotovoltaica, usando cristais de perovskitas, foi descoberta em 2009. "Inicialmente, a eficiência de conversão de energia das células solares de perovskita era de apenas 3%. Hoje, já temos eficiências tão altas quanto 22%. Esse rápido avanço colocou as células solares de perovskitas em competição com as células de silício comerciais e essa tecnologia já é considerada promissora para a aplicação em larga escala," detalhou a pesquisadora Sílvia Letícia Fernandes, responsável pelos novos aprimoramentos. A inovação no trabalho de Sílvia foi a introdução de óxido de nióbio como parte da célula solar, a fim de melhorar seu desempenho: "Conseguimos bons resultados quando inserimos o óxido de nióbio nas células, inclusive um ganho na estabilidade do dispositivo. Vale ressaltar que o uso do nióbio é de grande interesse para o nosso país, visto que mais de 90% das reservas desse mineral estão localizadas no Brasil."

Perovskitas

Perovskita é um termo geral usado para designar a estrutura do material - CH3NH3PbI3 é o material mais utilizado - responsável por absorver a luz do sol e gerar corrente elétrica. Existem várias vantagens que as células de perovskitas apresentam sobre as de silício tradicionais.

"Enquanto o dióxido de silício (SiO2) é abundante na forma de areia de praia, separar as moléculas de oxigênio ligadas ao silício requer uma quantidade gigantesca de energia. O dióxido de silício funde a altas temperaturas, acima de 1500°C, o que paradoxalmente libera mais emissão de dióxido de carbono na atmosfera e também cria um limite fundamental sobre o custo de produção das células solares de silício. Outra complicação das células fotovoltaicas de silício é que elas são pesadas e rígidas. Estes painéis pesados contribuem para os altos custos de montagem das matrizes e módulos fotovoltaicos de silício," comenta a pesquisadora.

Como são feitas de filmes finos - as perovskitas são consideradas um material bidimensional, como as folhas de grafeno - elas são muito mais flexíveis e têm potencial para serem mais baratas.

Desafios a vencer

Enquanto as células solares de silício são consideradas uma tecnologia madura, o progresso das células de perovskitas continua a florescer. Em sete anos, sua eficiência aumentou cinco vezes, tendo duplicado apenas nos últimos dois anos. Mas ainda existem desafios a vencer para que as células de perovskitas saiam dos laboratórios e cheguem aos telhados das casas.

"Células de silício são extremamente resistentes, o que não é o caso das de perovskitas. Estas permanecem suscetíveis à água, ao ar e à luz. Além disso, a questão de como produzir células solares de perovskita em grande escala de forma competitiva com a tecnologia de silício é ainda um ponto de interrogação. Mas, com o aumento exponencial da eficiência de conversão de energia, baixos custos de produção e métodos fáceis de fabricação que são ambientalmente amigáveis, o potencial das células solares de perovskitas é promissor e brilhante," prevê Sílvia.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Tuner Aiko DT-3000

Mais um item que estou colocando a venda, é um receptor Aiko que era vendido em conjunto com um deck e um amplificador, o aparelho está funcionando normalmente como mostro no vídeo que fiz logo abaixo.
O circuito é novo e nunca foi mexido com exceção do cabo de força que foi trocado, o knob de sintonia não é original e nem o cabo de ligação da saída que foi eu que fiz. Somente a tampa está com alguns riscos como pode ser visto nas imagens abaixo:





Estou pedindo R$100,00 pelo receptor, o custo do envio fica por conta do comprador e para quem quiser calcular o frete o peso do receptor mais cabo é 2kg.
Interessados entrar em contato pelo e-mail que está em "Contribuições" logo ao lado.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

LEDs em folhas metálicas limpam água e viabilizam nanofotônica


A tecnologia também permitirá transformar um campo de pesquisa emergente, conhecido como nanofotônica, em uma indústria viável.



UV profundo

Pela primeira vez, diodos emissores de luz (LEDs) foram construídos diretamente sobre folhas finas e flexíveis de metal. Esses LEDs sobre metal emitem luz ultravioleta no espectro conhecido como "UV profundo", a parcela de maior energia, no extremo do espectro ultravioleta. A luz UV profunda já é utilizada por organizações humanitárias e por indústrias para aplicações que vão desde a esterilização de água e de equipamentos médicos e da detecção de agentes biológicos até o endurecimento de plásticos.

O problema é que as lâmpadas convencionais de UV profundo, à base de mercúrio, são muito pesadas para serem transportadas e gastam muita energia, dificultando a fabricação de equipamentos portáteis e de baixo custo. LEDs de UV profundo já haviam sido fabricados antes em escala de laboratório, mas apenas usando semicondutores monocristalinos rígidos e extremamente puros, o que impõe uma enorme barreira de custos para que o material chegue à indústria. A questão é outra com os LEDs construídos diretamente sobre folhas metálicas - a Universidade do Estado de Ohio, onde Brelon May e seus colegas desenvolveram a nova técnica, anunciou que o processo está pronto para ser licenciado para a indústria.

Crescimento epitaxial

O desenvolvimento se baseia na bem conhecida técnica de crescimento de semicondutores conhecida como epitaxia de feixe molecular, na qual elementos vaporizados assentam sobre uma superfície e se auto-organizam em camadas ou nanoestruturas. A técnica de crescimento epitaxial foi usada para cultivar um tapete muito denso de fios de nitreto de gálio e alumínio em pedaços de folhas de metais como titânio e tântalo. Os fios individuais medem cerca de 200 nanômetros de altura e de 20 a 50 nanômetros de diâmetro. Eles brilham quase tanto quanto os LEDs similares fabricados em silício monocristalino, que é rígido e mais caro.

A equipe afirma já estar trabalhando para tornar os LEDs ainda mais brilhantes e, em seguida, tentar crescê-los em folhas de metais mais comuns, como aço e alumínio.

Nanofotônica

Os pesquisadores afirmam que a tecnologia também permitirá transformar um campo de pesquisa emergente, conhecido como nanofotônica, em uma indústria viável. "As pessoas sempre disseram que a nanofotônica nunca será comercialmente importante porque você não pode fabricá-la em larga escala. Bem, agora nós podemos. Podemos fazer uma folha [de componentes nanofotônicos], se quisermos. Isso significa que podemos pensar na nanofotônica com fabricação em grande escala," disse o professor Roberto Myers, coordenador da equipe.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Revista

Quero avisar os leitores que as revistas Elektor ainda vai demorar um pouco para serem postadas no blog, eu já acertei metade das edições e fiz os uploads.

Também quero informar que só faltam três edições da Aprendendo e Praticando Eletrônica para completar a coleção, se alguém tiver essas edições e quiser contribuir é só entrar em contato através do e-mail que está no blog.

Grundig Satellit Amateur 210



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Novo recorde de velocidade da corrente elétrica


A corrente elétrica recordista oscilou a cerca de 8 petahertz - um milhão de vezes mais rápido do que a eletricidade fluindo por um processador de computador.



Recorde da eletricidade

No campo da eletrônica, quanto menor, melhor. Alguns componentes usados na construção dos computadores ou dos telefones celulares, no entanto, tornaram-se tão pequenos que são formados por alguns poucos átomos. Assim, dificilmente será possível reduzi-los ainda mais. Felizmente, há outro fator determinante para o desempenho dos aparelhos eletrônicos: a velocidade com que as correntes elétricas oscilam.

Foi aí que os físicos do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, na Alemanha, inovaram: eles produziram correntes elétricas dentro de materiais sólidos - como os usados na construção de componentes eletrônicos - que ultrapassam a frequência da luz visível em mais de 10 vezes. Eles fizeram os elétrons no dióxido de silício oscilarem disparando pulsos de laser ultrarrápidos. A condutividade do material - que é tipicamente usado como um isolante - foi aumentada em mais de 19 ordens de grandeza.

As correntes elétricas detectadas atingem 8 petahertz, aproximadamente um milhão de vezes mais rápidas do que as correntes que circulam nos processadores de computador mais modernos - isto é, a abordagem pode abrir o caminho para a criação de chips eletrônicos que sejam um milhão de vezes mais rápidos do que os atuais.

Velocidade da corrente elétrica

As técnicas eletrônicas convencionais não conseguem gerar e nem capturar essas correntes elétricas rápidas porque, nos circuitos convencionais, os elétrons são empurrados pelo campo elétrico das fontes elétricas que os alimentam - como as baterias - para oscilarem e saírem disparados pelos condutores e semicondutores. Contudo, ainda que todos os elétrons inicialmente acompanhem a força dos campos da bateria, eles eventualmente colidem com outras partículas mais lentas - átomos ou íons -, o que faz com que percam a sincronia uns com os outros, diminuindo a velocidade da corrente elétrica como um todo.

Já os campos de luz muito fortes podem empurrar os elétrons a uma velocidade muito mais rápida porque o laser os faz oscilarem muito rapidamente, criando correntes antes que qualquer outra partícula no sólido tenha a oportunidade de se mover.

Unificação da fotônica com a eletrônica

A possibilidade de substituir por luz as fontes convencionais de energia elétrica, a fim de gerar correntes elétricas dentro dos materiais sólidos - sejam fios ou transistores -, tem capturado a imaginação dos físicos há mais de um século, mas só recentemente as tecnologias necessárias para isso ganharam momento.

"Conforme os elétrons se movem de forma coerente, eles também geram luz, que é o elemento-chave da fotônica. Por este motivo, poderemos em breve unificar duas importantes áreas da ciência e da tecnologia modernas: a eletrônica e a fotônica," prevê o professor Eleftherios Goulielmakis, líder da equipe.