segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Nova forma de luz: Híbrido de luz e elétron


Imagem artística da luz aprisionada na superfície de uma nanopartícula de um material conhecido como isolante topológico, cujas propriedades superficiais são diferentes das propriedades do meio do material.



Fóton misturado com elétron

Físicos demonstraram que é possível criar uma nova forma de luz fazendo com que um fóton se ligue a um único elétron, criando um híbrido que combina as propriedades da luz e da matéria.

Esse acoplamento entre a luz e o elétron terá propriedades que poderão ser exploradas para construir circuitos fotônicos, onde a eletricidade - um fluxo de elétrons - seria substituída por uma forma mais versátil e mais rápida de transmissão. A mistura também permitirá o estudo de fenômenos físicos quânticos em escala visível.

Híbrido fóton-elétron

Quando a luz incide sobre um material comum, ela interage com uma série de elétrons presentes na superfície e no interior do material. Contudo, ao elaborar um modelo de como a luz se comporta em uma classe recentemente descoberta de materiais, conhecidos como isolantes topológicos, Gleb Siroki, da Universidade College de Londres, descobriu a luz pode interagir com apenas um elétron na superfície do material.

Essa interação pontual cria um acoplamento que combina algumas das propriedades da luz e do elétron. Por exemplo, enquanto normalmente a luz viaja em linha reta, quando ela se liga a um elétron ela passa a seguir o percurso que o elétron segue pela superfície do material. Da mesma forma, conforme a luz herda a propriedade do elétron e começa a circular, o elétron também passa a se comportar como se tivesse algumas das propriedades da luz, passando por onde um elétron normal não passaria.

Assim, enquanto os elétrons que viajam ao longo de circuitos elétricos, por exemplo, param quando encontram um defeito na estrutura atômica do condutor, quando acoplado à luz, o elétron pode prosseguir mesmo que haja imperfeições no material.

Circuitos fotônicos

Se esse comportamento fóton-elétron puder ser usado em circuitos fotônicos, esses circuitos poderão se tornar mais robustos e menos vulneráveis a perturbações e imperfeições físicas do material.

"Os resultados desta pesquisa terão um enorme impacto na forma como pensamos sobre a luz. Os isoladores topológicos só foram descobertos na última década, mas já estão nos proporcionando novos fenômenos para estudar e novas maneiras de explorar conceitos importantes na física," disse o professor Vincenzo Giannini, coordenador do trabalho. Giannini acrescenta que deve ser possível observar o novo fenômeno experimentalmente usando a tecnologia atual, e sua equipe já está trabalhando para realizar esses experimentos.

domingo, 21 de agosto de 2016

Mais revistas

Nessa semana eu recebi algumas contribuições que adicionei no blog nesse final de semana juntamente com algumas edições que digitalizei no meio da semana, destaque para a revista Radiotécnica que até então não tinha nenhuma edição postada na internet, o link está na lista de revistas na barra lateral.

Estou fazendo umas mudanças nos posts das revistas que eu queria ter feito desde que usei essas tabelas para disponibilizar os links das edições, já que os posts sempre terão links fixos então porque não adicionar uma imagem da capa da revista com sua história? Eu já tinha feito umas pesquisas na internet e nas próprias edições sobre as histórias das revistas, boa parte das informações que encontrei na internet foi nesse post do blog do Rodrigo, inclusive ele está fazendo os índices das revistas, muitas já estão prontas e disponíveis no post citado.
Comecei fazendo essa mudança nesse post da revista Radiotécnica e aos poucos vou fazendo com todas elas, assim quem for baixar, além de ter um exemplo de uma capa vai conhecer um pouco mais sobre cada revista. Tem muitas revistas antigas que não consegui informações, portanto quem souber de alguma informação é só deixar um comentário.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Metais líquidos abrem caminho para eletrônica metamórfica


A gota de metal líquido possui uma camada atômica semicondutora em sua superfície (em cima). Embaixo, um dos aparatos experimentais usados para demonstrar a técnica.



Eletrônica de estado maleável

Construir um robô metamórfico de metal líquido, como o T-1000 da série Exterminador do Futuro, ainda pode estar longe no horizonte, mas ir além da eletrônica de estado sólido, chegando a circuitos flexíveis e macios e dinamicamente reconfiguráveis, está um pouco mais perto.

Toda a tecnologia eletrônica, dos rádios aos celulares e computadores, se baseia em circuitos que usam componentes de estado sólido, com trilhas metálicas fixas entre componentes semicondutores igualmente rígidos. Mas os engenheiros sonham em criar componentes eletrônicos verdadeiramente elásticos - circuitos que possam atuar de forma mais parecida com células vivas, movendo-se de forma controlada ou autônoma para formar novos circuitos conforme a necessidade, em vez de ficarem eternamente presos aos objetivos para os quais foram inicialmente construídos.

Os metais líquidos, em especial as ligas não-tóxicas de gálio, têm-se mostrado o caminho mais promissor para realizar esse sonho. Além de serem extremamente maleáveis, cada gota de metal líquido contém um núcleo metálico altamente condutor e uma película de óxido semicondutor atomicamente fina - todos os elementos necessários para fazer os circuitos eletrônicos da próxima geração.

Metais líquidos eletrônicos

Ali Zavabeti, do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, começou mergulhando pequenas gotas de metal líquido em água. Ele descobriu que colocar gotículas em outro líquido com um teor iônico quebra a simetria entre essas gotículas, permitindo que elas se movimentem livremente em três dimensões. "Simplesmente ajustar a química da água faz as gotas de metal líquido moverem-se e mudarem de forma, sem qualquer necessidade de estimulantes mecânicos, eletrônicos ou ópticos externos. Usando esta descoberta, conseguimos criar objetos que se movem, interruptores e bombas que podem operar de forma autônoma - metais líquidos autopropelidos acionados pela composição do líquido circundante," explicou seu professor Kourosh Kalantar-zadeh.

A equipe também conseguiu decifrar como as cargas elétricas que se acumulam sobre a superfície das gotículas de metal líquido, em conjunto com a sua película de óxido semicondutor, podem ser manipuladas e utilizadas, o que permitirá a construção dos primeiros circuitos lógicos. Embora muito trabalho ainda tenha que ser feito, a pesquisa estabelece as bases para o uso de "metais líquidos eletrônicos" para fazer telas e outros componentes eletrônicos 3D conforme a necessidade, além de circuitos metamórficos, que possam ser reconfigurados para outras funções depois de terem sido fabricados.


Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Revistas

Adicionei um link de um site com a coleção completa das revistas italianas Nuova Elettronica, é uma coleção fantástica com ótimos circuitos, recomendo a todos a baixarem uma cópia da coleção.
Essa revista não tem muitas propagandas porque a ideia principal era lucrar com a venda dos kits dos esquemas publicados, o único inconveniente era que a partir de um número ela passou a omitir os desenhos das placas, mas alguns projetos ainda são possíveis de achar o desenho pois eram publicados em outras revistas como a francesa Electronique et Loisirs que é possível achar algumas edições para download na internet.
Eu tenho no blog alguns livros dessa série, são basicamente resumos do que tem nas revistas, mas me parece que tem algumas informações adicionais.

Adicionei também um índice das revistas Monitor de Rádio e TV organizado pelo meu amigo e leitor do blog Luiz Antônio Grillo que fez a gentileza de me enviar uma cópia em pdf para que eu compartilhe com os leitores, os links estão no post da revista logo abaixo dos números.

E também se tudo ocorrer bem vou começar a digitalizar as revistas que tenho aqui em papel na próxima semana, vou começar pelas revistas que tenho poucas edições pois algumas já estão com as folhas quebradiças e depois as edições da Saber Eletrônica, que são maioria. Por último vou digitalizar algumas edições repetidas que tenho como algumas Nova Eletrônica para substituir alguns arquivos que não estão com uma qualidade boa. Para quem me acompanha no canal do youtube em um dos últimos vídeos que fiz sobre organização de componentes aparece parte das revistas.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Brasileiros controlam interações da luz que atrapalham chips fotônicos


Nas figuras à esquerda, nanofio de silício com diâmetro menor do que o comprimento de onda da luz. Na figura da direita, a luz está confinada no interior do nanofio.



Chips fotônicos

Físicos brasileiros conseguiram um avanço importante no controle da interação entre a luz e as vibrações "mecânicas" no interior dos materiais, um passo importante para o desenvolvimento de chips que integram a eletrônica com a fotônica, além de sensores ópticos e outros dispositivos. O desenvolvimento dessa nova tecnologia - que promete aumento de velocidade e redução no consumo de energia dos aparelhos - depende, contudo, do avanço no conhecimento sobre a forma como a luz interage com a matéria - os componentes eletrônicos e fotônicos - e como é possível controlar essa interação.

Um dos desafios é fazer com que a luz possa viajar sem ser importunada pelas vibrações naturais, ou induzidas por ela própria, no interior do material usado para fabricar os componentes - são essas vibrações, atômicas, acústicas etc, que os físicos chamam de mecânicas. A equipe brasileira descobriu agora que é possível cancelar essa interferência. "A ideia é que, em um futuro breve, os chips tenham não só elétrons, como também fótons, que seriam guiados por nanofios de silício equivalentes às fibras ópticas," explica o professor Paulo Dainese, da Unicamp.


Ondas vibracionais

Nesses nanofios de silício citados pelo pesquisador, a luz fica muito mais comprimida do que nas fibras ópticas convencionais, o que significa que ela passa a ser afetada pelas ondas geradas pela interação entre os fótons e as partículas e quasipartículas do material, como os fônons, ondas vibracionais envolvidas na propagação do calor e dos sons.

Essas vibrações mecânicas alteram a elasticidade do interior do material, que se expande e retrai sucessivamente, e de sua superfície, que se move de acordo com as vibrações, alterando a forma geométrica do componente. Os dois efeitos, chamados respectivamente de efeito fotoelástico e efeito de movimento da superfície, ocorrem concomitantemente e alteram a propagação da luz pelo componente fotônico.

Anulando as vibrações

O que a equipe brasileira descobriu é que o efeito das vibrações de superfície na propagação da luz no nanomaterial não apenas é importante e comparável ao das vibrações no interior do material, mas também que, se forem controlados, ambos podem se anular mutuamente. Dessa forma o novo efeito, que batizaram de "autocancelamento do Espalhamento Brillouin", permite "apagar" a interação entre a luz e os fônons acústicos.

"Mostramos que, se a interação entre a luz e as ondas elásticas for minuciosamente controlada, é possível que, mesmo na presença de vibrações de altíssimas frequências, a luz viaje através do nanofio sem sofrer nenhuma perturbação. Isso abre a perspectiva de desenvolver, no futuro, chips que integram eletrônica e fotônica, ou mesmo sensores ópticos com mais liberdade de engenharia," avaliou Dainese.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Transglobe - Venda

Tenho alguns itens que pretendo colocar para venda e quero aproveitar o blog para isso pois não estou participando mais de grupos pela internet.

Eu comprei um Transglobe modelo B-471-2 para restaurar, mas acabei desistindo, a carcaça dele está um pouco danificada, mas a parte interna está em bom estado e estou colocando para venda, eu cheguei a desmontar e fazer alguma limpeza, mas não tirei fotos por isso estou postando algumas fotos dele de quando comprei.









Pelo que eu analisei, as partes mais problemáticas são os interruptores do painel que não teve como salvar pois estavam cheios de terra e a carcaça que tem alguns pontos quebrados onde vão fixados os parafusos, não cheguei a mexer no circuito, só desmontei os interruptores do painel para fazer a limpeza da carcaça.

Esse receptor vai ser útil tanto para quem quiser restaurar como reaproveitar peças.

Se alguém tiver interesse e quiser que eu envie as fotos das partes limpas e quiser saber mais detalhes e valores é só entrar em contato pelo e-mail luiz.picco@gmail.com

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Já que ninguém se interessou pelo rádio vai para o desmanche.